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TIPOS DE CIRURGIA
A . Conservadoras
1. Tumorectomia (retirada do tumor sem margens)
2. Ressecção segmentar ou setorectomia (retirada do tumor
com margens)
B . Não conservadoras
3. Adenomastectomia subcutânea ou mastectomia subcutânea (retirada
da glândula mamária, preservando-se pele e complexo areólo-papilar)
4. Mastectomia simples ou total (retirada da mama com pele e complexo
areólo-papilar)
5. Mastectomia com preservação de um ou dois músculos
peitorais com linfadenoctomia axilar (radical modificada)
6. Mastectomia com retirada do(s) músculo (s) peitoral (is) com
linfadenectomia axilar (radical).
INDICACÕES CIRÚRGICAS
A. CARCINOMA IN SITU
1. Lobular: Indica-se apenas biópsia excisional, que é suficiente
para diagnóstico e tratamento desta condição que
é somente um fator de risco para o desenvolvimento de carcinoma
, e exige vigilância clínica e mamográfica rigorosa
podendo ser considerado o uso de tamoxifeno com finalidade profilática
(prevenção)
2. Ductal: a mastectomia simples é um tratamento curativo para
98% dos casos, mas certamente representa procedimento excessivamente multilante
para considerável parcela de casos. Os tumores com diâmetro
inferior a 2 cm e margens cirúrgicas livres de comprometimento
podem ser tratados pela ressecção segmentar seguida da radioterapia
complementar. A taxa de sobrevivência em 15 anos é de 96%
com a rotina de ressecção segmentar e radioterapia. No entanto,
para casos menores do que 4 cm e margens de ressecção livres,
a conduta conservadora com radioterapia leva a em torno de 10% de recidiva
local. Em casos selecionados de bom prognóstico e margens superiores
a 1 cm pode-se omitir a radioterapia. Indicam-se cirurgias não
conservadoras da mama, em seguida ou não de reconstrução
mamária, para tumores maiores do que 2 cm, ou com impossibilidade
de se assegurar a obtenção de margens livres em função
da extensão ou multicentricidade tumoral.
A linfadenoctomia de nível I (base da axila) ou a dissecção
do linfonodo sentinela deve ser realizada em casos de comedonecrose ou
alto grau nuclear (GIII), devido a possibilidade de microinvasão
e envolvimento axilar.
Recomenda-se a seguir hormonioterapia adjuvante com tamoxifeno 20 mg /dia
por 5 anos.
B. CARCINOMAS INVASORES COM DIÂMETRO TUMORAL INFERIOR A 3 CM
Desde 1981, quando os resultados do estudo de Milão demonstraram
que os tumores menores que 3 cm tratados pela ressecção
segmentar seguido de linfadenectomia axilar e radioterapia fornece os
mesmos resultados oncológicos do que a mastectomia radical. Assim,
a cirurgia conservadora preenche os pré-requisitos que norteiam
o tratamento cirúrgico do câncer de mama que são:
máximo de controle loco-regional, estadiamento, prognóstico
com menores morbilidade e mutilação. São pré-requisitos
para se indicar cirurgia conservadora: mamografia prévia, diâmetro
inferior a 3 cm, ausência de comprometimento de pele, tumor único,
avaliação das margens cirúrgicas.
Ressalta-se que podem ocorrer recidivas locais após cirurgia conservadora
em até 10% dos casos, com prejuízo emocional e repercussão
negativa no prognóstico oncológico. A recidiva local depende
do grau de agressividade do tumor e do diâmetro tumoral e do comprometimento
microscópico das margens cirúrgicas. A avaliação
das margens pode ser feita no intraoperatório, pois modifica a
extensão da cirurgia e contribui para reduzir a incidência
de recidiva local após as cirurgias conservadoras. Quando for feita
posteriormente à cirurgia e for identificado comprometimento das
mesmas, recomenda-se a re-intervenção cirúrgica.
Nas cirurgias conservadoras recomenda-se de rotina a radioterapia complementar
na mama.
A linfadenectomia axilar seletiva é baseada na retirada do linfonodo
sentinela (SL) que é o primeiro linfonodo a drenar as micrometástases
do tumor primário. O LS pode ser identificado pelo cirurgião
pela injeção de corantes vitais ou radiofármacos,
seguido de linfocintilografia e uso de detector portátil de radiação
(probe). O exame citohistológico feito por patologista pode indicar
ou não a presença de micrometástases.
Trata-se de nova modalidade para selecionar as pacientes com tumores menores
que 3 cm, sem adenomegalia axilar, para a linfadenectomia. Deve ser realizada
por equipe multidiciplinar treinada (mastologista, patologista e mediconuclear).
Não se deve indicar em pacientes submetidas previamente a biópsia
com hematoma, cicatrizes extensas, plástica de mama ou quimioterapia
neoadjuvante. Não havendo identificação do linfonodo
pelo cirurgião ou em caso de positividade histopatológica
do mesmo, deve-se fazer a linfadenectomia axilar.
C. CARCINOMAS INVASORES COM DIÂMETRO TUMORAL SUPERIOR OU IGUAL
À TRÊS CM. (COM OU SEM QUIMIOTERAPIA NEOADJUVANTE)
A mastectomia com linfadenectomia deve ser indicado para tumores maiores
que 3 cm. As técnicas modificadas com prevenção de
um ou ambos músculos peitorais são mais empregadas, pois
asseguram resultados semelhantes à radical, facilitam a reconstrução
plástica e reduzem a morbilidade.
A opção pela técnica depende das condições
locais intra-operatórias, clínicas e idade da paciente.
Sempre que se indica uma mastectomia em pacientes com bom prognóstico
e boa condições clínicas, pode-se indicar a reconstrução
mamária. A reconstrução plástica não
interfere no prognóstico oncológico das pacientes e condiciona
melhor equilíbrio emocional e qualidade de vida.
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