Beleza.
Um mito que não desaparece. A despeito das conquistas, das
revoluções, das descobertas que transformaram a sociedade:
ser belo é importante hoje, como era ontem. Certo, o mito mudou,
evoluiu, talvez também se complicou. Não mais um ideal,
mas muitos.O corpo, não mais prisão do espírito,
se liberou dos rígidos cânones estéticos. Fez-se
amigo, cúmplice, para amar e respeitar. Fez-se meio para confirmar
o próprio eu. Porque nunca como hoje se advertiu a importância
do equilíbrio entre os músculos e o cérebro.
Porque um belo corpo é resultado de uma perfeita harmonia interior,
que hoje podemos conquistar também graças à cirurgia
estética.
Porque se submeter a uma cirurgia estética?
Não basta
dizer por beleza. Atrás de uma escolha assim “exterior”,
que é na grande maioria dos casos, é na realidade uma
necessidade psicológica muito sentida, às vezes vivida
como uma angustia. Quer-se eliminar ou mudar aquilo que não
faz coincidir a nossa imagem exterior com aquela interior ideal. Neste
sentido, a cirurgia estética faz justiça, apaga uma
injúria (ou sentida como tal) da mãe natureza. Porque
se arrastar a vida toda (única que temos), com o medo e a insegurança
ligados a um defeito que em poucas horas podemos fazer desaparecer? |